Principal órgão judicial da ONU dá ordem para que Israel garanta ajuda humanitária na Faixa de Gaza


A Corte Internacional de Justiça afirmou que já há fome na Faixa de Gaza e que Israel precisa ‘adotar todas as medidas necessárias e eficazes’ para a entrega de itens e serviços essenciais. Corte Internacional de Justiça pede que Israel garanta distribuição de alimentos em Gaza
A Corte Internacional de Justiça (CIJ) ordenou, nesta quinta-feira (28), que Israel garanta a entrega de itens de ajuda humanitária para a Faixa de Gaza. O órgão afirmou que as condições no território estão deteriorando e que já há fome entre os habitantes.
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A CIJ é o principal órgão judicial da ONU e tem sede em Haia, nos Países Baixos. A corte afirmou que Israel deverá adotar todas as medidas necessárias e eficazes para garantir que serviços básicos e itens de ajuda humanitária sejam entregues para os moradores da Faixa de Gaza,
A guerra entre Israel e o grupo terrorista Hamas começou em 7 de outubro em decorrência do ataque do Hamas ao território israelense. Naquele dia, os terroristas mataram cerca de 1.160 pessoas.
Em resposta, Israel prometeu aniquilar o Hamas e lançou uma ofensiva que já deixou 32.552 mortos na Faixa de Gaza, segundo dados do próprio Hamas.
Itens de ajuda humanitária para os moradores da Faixa dde Gaza caem no território
Ronen Zvulun/Reuters
Ação da África do Sul na Corte
No fim de dezembro, a África do Sul entrou com um processo na CIJ argumentando que a ofensiva israelense violava a Convenção para a Prevenção de Genocídios e que Israel estava cometendo um genocídio.
Em uma decisão de meados de janeiro, o tribunal ordenou a Israel que impedisse qualquer ato de genocídio no território palestino e que permitisse a entrada de ajuda humanitária.
A África do Sul pediu novas medidas algumas semanas depois, com o objetivo de pressionar legalmente Israel a não iniciar uma ofensiva terrestre contra a cidade de Rafah, no sul da Faixa de Gaza.
A corte rejeitou o pedido da África do Sul a respeito da ofensiva em Rafah. Os sul-africanos então apresentaram um recurso em março, desta vez para pedir medidas cautelares contra a “fome generalizada”.

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