Novo ChatGPT? Conheça o Auto-GPT e entenda como essa IA funciona

Quem é entusiasta de tecnologia com certeza já parou para pensar em como ela está avançando rapidamente nos últimos anos. Afinal, mal nos acostumamos com o ChatGPT, já temos uma nova ferramenta nesse segmento: o Auto-GPT.

O Vale do Silício – região da Califórnia que concentra muitas empresas de tecnologia – tem uma busca incessante por automatizar processos. Sendo assim, a mais recente trend da região é o Auto-GPT, um aplicativo de código aberto criado por Toran Bruce Richards, desenvolvedor de jogos.

De forma resumida, o Auto-GPT usa os modelos de geração de texto da OpenAI, principalmente o GPT-3.5 e o GPT-4, para agir de forma autônoma. No entanto, será que são muitas as diferenças? Vamos conhecer melhor a ferramenta!

O que é o Auto-GPT?

O Auto-GPT não é uma novidade em relação ao GPT-3.5 e GPT-4, mas é um bot complementar que instrui os modelos a realizar uma tarefa específica. Ou seja, o usuário informa ao Auto-GPT qual é seu objetivo, e o bot usa os modelos de IA e vários programas para executar todas as etapas necessárias para atingir o objetivo.

O Auto-GPT é capaz de integrar várias ferramentas para chegar ao objetivo. (Fonte: Getty Images/Reprodução)O Auto-GPT é capaz de integrar várias ferramentas para chegar ao objetivo. (Fonte: Getty Images/Reprodução)Fonte:  Getty Images 

A grande vantagem do Auto-GPT é sua capacidade de interagir com aplicativos, softwares, serviços online e locais, como navegadores da web e processadores de texto. Com uma solicitação como “ajude-me a expandir meu negócio de flores”, o Auto-GPT pode desenvolver uma estratégia de publicidade plausível e construir um site básico.

O Auto-GPT é razoavelmente capaz de executar projetos de várias etapas que exigiriam prompts de ida e volta com um modelo de IA orientado a chatbot, como o ChatGPT da OpenAI. O usuário é solicitado a fornecer informações para especificar a função e os objetivos da IA antes que o agente comece a executar os comandos.

Afinal, como usar o Auto-GPT?

O Auto-GPT também pode ser conectado a sintetizadores de fala, como o da ElevenLabs, para “fazer” chamadas telefônicas. Porém, por mais que o software esteja disponível publicamente no GitHub, ele requer configuração e conhecimento para começar a funcionar.

Para usá-lo, é necessário instalá-lo em um ambiente de desenvolvimento, como o Docker, e registrá-lo com uma chave de API do OpenAI, que requer uma conta OpenAI paga.

Os primeiros usuários usaram o Auto-GPT para assumir tarefas mundanas delegadas a um bot, como depurar código e escrever e-mails. Também é possível executar tarefas mais avançadas, como criar um plano de negócios para uma nova startup.

Se o Auto-GPT encontrar algum obstáculo ou incapacidade de concluir a tarefa, ele desenvolverá novos prompts para ajudá-lo a navegar na situação e determinar os próximos passos apropriados.

Quais são as vantagens do Auto-GPT?

A automação é uma das principais preocupações do Vale do Silício, e o Auto-GPT é uma nova ferramenta que pode ajudar a agilizar processos. Modelos de linguagem grandes são excelentes em gerar respostas semelhantes às humanas, mas dependem de solicitações e interações do usuário para fornecer os resultados desejados.

O Auto-GPT aproveita os recursos avançados da API da OpenAI para operar de forma independente, sem intervenção do usuário. O futuro da automação no Vale do Silício certamente contará com o Auto-GPT e outras ferramentas que serão desenvolvidas.

A partir dele, os desenvolvedores podem automatizar tarefas repetitivas e mundanas, economizando tempo e esforço. Além disso, o uso de modelos de linguagem avançados como o GPT-3.5 e GPT-4 permite que o Auto-GPT execute tarefas complexas e forneça soluções criativas e inovadoras.

No entanto, como acontece com qualquer tecnologia emergente, é importante considerar os possíveis impactos do Auto-GPT na sociedade e na força de trabalho. A automação pode levar à perda de empregos em algumas áreas, mas também pode criar novas oportunidades em outras.

E aí, o que você achou dessa novidade da tecnologia? Acha que ela pode ser, de fato, o “novo ChatGPT”? Aproveite para compartilhar o artigo nas redes sociais!



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