Grupo paramilitar do Sudão diz que vai aderir a cessar-fogo


Pausa nos conflitos, que tomaram a capital do país, foi anunciada na terça-feira (18) por Forças Armadas, que enfrentam dissidência do Exército desde sábado (15) pelo controle do país. Mais de 200 já morreram. Um incêndio é visto perto de um hospital em Cartum, Sudão, no domingo, 16 de abril de 2023.
Planet Labs PBC via AP
A Força de Apoio Rápido do Sudão – o grupo paramilitar que desde sábado enfrenta o Exército pelo controle do país – anunciou nesta quarta-feira (19) que vai aderir ao cessar-fogo anunciado pelo governo do país.
A pausa nos conflitos – que tomaram a capital, Cartum, e já mataram mais de 200 – será de 24 horas a partir das 18h no horário local (13h no horário de Brasília).
Os confrontos no Sudão, que chamaram a atenção do mundo este fim de semana, começaram após uma ruptura entre o Exército e os paramilitares das Forças de Apoio Rápido (RSF) – em outubro de 2021, os dois grupos se juntaram para dar um golpe que tirou os civis do poder, mas agora romperam e brigam pelo controle do país.
“Nós confirmamos nosso comprometimento com um cessar-fogo completo, e esperamos que a outra parte também se comprometa com o horário anunciado”, disse a FAR em um comunicado.
Na terça, o general do Exército Shams El Din Kabbashi disse também se comprometer com a pausa nos conflitos.
Apesar de o Sudão ter um histórico de conflitos internos, a capital Cartum sempre foi poupada e vivia uma relativa paz. Desta vez, no entanto, Cartum é o centro dos enfrentamentos.
Nesta terça, o número de mortos no conflito passou de 200, segundo o chefe da missão da ONU no país, Volker Perthes. Outras 1.800 pessoas ficaram feridas.
Pelo menos dois hospitais da capital tiveram de ser esvaziados após serem atingidos por foguetes e balas. Médicos alegam ter ficado sem bolsas de sangue e material para cuidar dos feridos.
Desde sábado, a capital do país, Cartum, de onde sobem colunas de fumaça, está envolta por um cheiro de pólvora. Seus habitantes estão entrincheirados em suas casas, a maioria sem água encanada ou eletricidade.

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